Outros > (12/2016) Viagem ao Nepal

Nicholas recentemente viajou ao Nepal com seu amigo Carlos Adams para conhecer melhor o projeto do WWF de proteger os rinocerontes e também conheceu um pouco mais da comunidade. Confira o que ele disse sobre a viagem:

É no meio da tarde no pequeno, mas poderoso país da região dos Himalaias, Nepal, e o ator Nicholas Hoult ganha um beijo molhado de um bebê rinoceronte órfão. A Fundação Nacional para a Conservação da Natureza do Nepal achou o animal, que agora está sob seus cuidados. Hoult recentemente viajou até o Parque Nacional de Chitiwan no Nepal para aprender sobre os esforços de conservação do Nepal e do WWF para proteger o pequeno Mayure e outros rinocerontes que estão ameaçados de caça ilegal e perda de habitat, entre outros perigos.

“A conservação da vida selvagem é muito importante,” disse Hoult. “Muitos desses animais estão sendo caçados, seu número está diminuindo, e quando acabar, eles vão desaparecer. Eu sempre adorei rinocerontes em particular desde que eu tinha três anos de idade e fui sortudo o bastante de passar as férias na África. Eu não vi um rinoceronte naquela idade, mas eu ganhei uma estátua de madeira que eu tenho até hoje, eu amei rinocerontes desde aquele momento. Vir aqui e poder vê-los em seu habitat natural é um grande prazer e eu não posso agradecer ao WWF o suficiente pelo trabalho maravilhoso que eles fazem em ajudar esse parque e o governo do Nepal em desenvolver esses programas e manter os rinocerontes na selva.”

Enquanto esteve no Nepal, Hoult se encontrou com membros da comunidade de Amaltari, uma zona de amortecimento do Parque Nacional de Chitwan, para aprender sobre suas vidas e sua relação com a vida selvagem em sua volta. O ecoturismo na área fornece grandes incentivos de conservação para a comunidade de Amaltari, que mantêm uma unidade voluntária contra caça furtiva na qual membros realizam patrulhas regulares na floresta de sua comunidade para manter um controle sobre caça furtiva e crimes ilegais da vida selvagem.

Com o apoio da Iniciativa de Comunidades Sustentáveis do WWF Nepal, a comunidade de Amaltari está focada nos principais pilares da sustentabilidade e conservação – meios de subsistência auto-suficientes, energia alternativa, saúde e educação – que tem produzido impacto escalável para a população local e seu ambiente natural.

A visita de Hoult ao Chitwan veio em um ótimo momento onde eles estavam comemorando quase 1,000 dias de zero caças ilegais na área. Este sucesso excepcional é devido à vontade política de alto nível, a um impressionante exército nepalês comprometido com o rastreamento de caçadores furtivos e o envolvimento ativo de comunidades de conservação. Mais de 645 rinocerontes de um chifre vivem agora no Nepal.
“Essa é uma história positiva para mim em termos da vida selvagem e em manter o mundo como deve ser para futuras gerações,” disse Hoult. “Seguir os rinocerontes, vê-los em seu habitat natural tem sido inacreditável e ver todo mundo se importando tanto com isso e fazendo um trabalho incrível, é extraordinário.”

Os esforços para proteger os rinocerontes e apoiar as comunidade locais do Nepal e o governo estão sendo recompensados. Mais cedo neste ano, nós celebramos 4 períodos de 365 dias de zero caça ilegal no Nepal.
Como parte desse trabalho com o WWF, Hoult e seus dois amigos de infância, Carlos Adams e Nick Atkins, farão uma corrida na Índia no início de 2017 para arrecadar fundos para a conservação de rinocerontes junto com o apoio ao Teenage Cancer Trust.

Nicholas conversou com o site AZ Central por telefone durante o período de divulgação de Equals e falou sobre o filme e como foi a experiência de gravar longe de casa, confira:

Depois de ficar famoso como um ator mirim em “About a Boy,” Nicholas Hoult interpretou o peludo azul Beast em três filmes de “X-Men”, um zumbi sensível em “Warm Bodies” e o garoto de guerra em “Mad Max: Fury Road”.

A estrela britânica de 26 anos não ruge ou grita muito em seu último projeto, “Equals,” uma história de suspense sci-fi de amor proibido que se passa em um futuro distópico onde todas as emoções humanas foram reprimidas geneticamente. Mas quando seu personagem, Silas, é diagnosticado com “Switched On Syndrome,” ele começa a sentir pela primeira vez. E com a estrela de Twilight, Kristen Stewart como sua co-estrela, não é muito difícil de adivinhar onde isso pode chegar.

Hoult falou por telefone sobre seu indie em lançamento com o diretor Drake Doremus (“Like Crazy”).

Como é para um ator interpretar um personagem sem emoções?

É surpreendentemente estranho, porque seu instinto natural é sentir alguma coisa, e então tentar conter isso é um jeito completamente desumano de interagir. O estilo do Drake, o jeito que ele queria as coisas transmitidas era bem pequeno e sutil e contido porque é um despertar para esses personagens. Então é um desafio diferente, mas algo que eu realmente gostei de explorar com esses caras.

Como ele trabalha como diretor?

Ele é alguém que é tão apaixonado e está realmente fazendo filmes pelas razões certas. E muito colaborativo. Ele cria um ambiente onde você completamente esquece que você está fazendo um filme, praticamente. Você captura momentos que são muito reais e honestos, e isso é tudo que ele quer. Você complemente se perde nisso, e é raro, sabe. Normalmente tem um jeito rígido ação, corta, e você faz seu trabalho entre essas coisas, que não é a forma como isso funcionou de maneira alguma.

Como você se preparou. Teve muitos ensaios?

Isso foi com menos ensaio possível. Era mais sobre explorar no momento e deixar as câmeras rodando e fazendo longas tomadas e improvisando. Ensaio teve mais a ver com Drake, Kris e eu conhecendo uns aos outros, ficando tão confortáveis uns com os outros e confiando uns nos outros, que havia esse cobertor de segurança em volta de nós.

Você teve um vínculo com Kristen Stewart por que ambos eram atores mirins?

Na verdade não. Isso é algo que é obviamente parte de nossas vidas. Parte da coisa que nos faz similares é o fato que nós não estamos realmente no mundo clássico da atuação e treinamento, particularmente. Nós somos pessoas curiosas, e ela é incrivelmente inteligente e em contato com suas emoções. Então ela é inspiradora de se estar por perto. Ela é muito apaixonada e se importa de coração com filmes e contar histórias, e também aquele momento. Então é incrível fazer cenas com ela, por que o mínimo movimento com os olhos ou tremor da sua voz, você capta com tão pouco.

O filme foi gravado no Japão e Singapura. Isso foi uma aventura?

Nós viajamos por todo o Japão, porque havia um arquiteto (Tadao Ando) que desenhou todos esses museus e universidades e escritórios, essas estruturas imensas de vidro e aço que eram tão imaculadas e futuristas e tinha ângulos maravilhosos para o John (Guleserian), o diretor de fotografia, filmar. Elas eram parte da composição do filme. Uma das coisas mais incríveis sobre gravar filmes em locações é que muito poucas pessoas são de lá. É uma experiência que todos vocês estão tendo juntos. Vocês todos ficam no mesmo hotel e vivem juntos, basicamente, por meses. Você se torna muito próximo, e você está tendo todos esses ‘primeiros’ junto. Isso aproxima todo mundo mais do que se você estiver fazendo um filme enquanto as pessoas estão vivendo em casa e tendo vidas separadas e preocupações no mundo real.

Então, como é ter sua vida amorosa sendo notícia?

O que está escrito não é verdade de qualquer maneira, então na verdade é bem engraçado. E se você olhar isso no final das contas, eu acho que todo mundo tem suas próprias coisas em sua vida e coisas mais importantes acontecendo com elas, então a expressão britânica que eu normalmente uso para esse tipo de coisa é “tempestade em uma xícara de chá.”

Qual é a sua melhor história do set de “Mad Max”?

Oh, caramba, você está voltando lá atrás agora. Tem muitas coisas incríveis. Eu fiquei arrepiado naquele set muitas vezes só pelo ambiente e o barulho e o gosto do deserto e assistir os dublês e veículos fazendo seus trabalhos. Provavelmente só George Miller, o quão calmo no meio de tudo aquilo ele estava, quão gentil, quão ciente de todo mundo em volta dele e como ele conseguiu manter a calma entre 700 pessoas no meio do deserto da Namíbia. Foi extraordinário de se assistir, e é isso que o faz um diretor fenomenal.

E quanto a “Warm Bodies”?

Uma das minhas memórias favoritas disso foi na verdade o processo de audição, onde eu apareci na casa do Jonathan Levine em LA. Ele estava tipo, “Você acha que pode fazer isso?” E eu estava tipo, “Eu não faço ideia do que fazer.” Então eu apenas meio que cambaleava pela sala de estar dele grunhindo um pouco e fazendo as cenas. E então um caminhão de sorvete passou, e eu estava tipo, “Soooorveeete,” e eu acho que esse foi o momento que ele decidiu me dar o emprego.

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Nicholas conversou com o Chicago Sun Times durante o período de divulgação do filme Equals. Confira:

Em ‘Equals‘, Nicholas Hoult e Kristen Stewart interpretam dois indivíduos vivendo em uma sociedade do futuro onde todas as emoções foram sistematicamente removidas das vidas das pessoas. Não há guerra, raiva ou crime, mas as emoções boas também foram eliminadas.

O diretor Drake Doremus (‘Like Crazy’, ‘Breathe In’) e seu time de produção criaram um ambiente muito duro e antisséptico, o qual eles deram vida no Japão.

Essa existência calma e extremamente entediante é um desafio para Silas, personagem de Hoult, e a Nia de Stewart que percebem que eles foram afetados por uma doença que acorda suas emoções totalmente ilegais e ocultas.

‘Equals’, é claro, então se torna um romance de ficção científica, com os dois lutando para esconder seus sentimentos em um mundo que não os valoriza.

Como o papel principal de um ator na sua vida é exalar uma variação de emoções, Hoult entendeu a ironia de interpretar um personagem – especialmente nas primeiras cenas – onde tudo isso está reprimido.

“Na verdade, sempre que eu leio um roteiro, eu gosto de achar esses personagens que mudam e evoluem com o decorrer da história. Claro, nesse caso, essa evolução foi mais evidente do que qualquer papel que eu tenha interpretado anteriormente.”

Doremus é conhecido por sua habilidade de improvisar livremente com seus atores, um fato que Hoult amou. “De fato, eu acredito que esse seja o primeiro filme do Drake que teve um roteiro,” disse Hoult. “Mas o tempo mais importante que passamos improvisando foi antes de começar a fotografia principal. Kristen e eu passamos muito tempo fazendo isso nos ensaios, mas não foi como se estivéssemos lendo nossas falas. Foi sobre conhecer um ao outro e se sentir confortável com a presença do outro. No final, foi muito útil quando as câmeras estavam rolando, porque nós podíamos antecipar os movimentos e pensamentos um do outro.”

O ator admitiu que após passar vários meses no ambiente todo branco de Equals, ele quase quis “correr e comprar um monte de camisas loucas e jeans e coisas assim, mas eu não fiz isso.” No set, as roupas eram todas brancas, os sapatos eram brancos, todas as paredes de cada prédio também eram pintadas de branco.

“Mas esse visual do set e as roupas foi perfeito,” disse Hoult. “Realmente nos coloca no humor do filme. Nós precisávamos desse minimalismo para ajudar a expressar a falta de emoções que estava existindo nesse futuro louco. Como atores, foi uma grande ajuda.”

Em ‘Equals’, foi a primeira vez que Hoult trabalhou no Japão. “Eu fui uma vez quando tinha 12 anos, mas não tinha voltado desde então. Eu acho que para muitos de nós, uma grande parte de fazer esse filme foi que nós estávamos todos juntos. Estávamos longe de casa, experienciando essa terra nova e inexplorada pela maioria de nós. Nós passamos muito tempo juntos quando não estávamos trabalho, e então voltávamos juntos para o trabalho. Nos aproximou como pessoas.”

Novamente voltando para o tema básico de ‘Equals’, Hoult disse que ele ficou intrigado com o conceito que alguns colocaram adiante – a tentativa de negar as emoções negativas no mundo. “Claro, seria legal se houvesse um mundo sem guerra, ou pessoas matando uma as outras ou roubando. Mas isso é uma filosofia tão estranha. Quando você desliga suas emoções ruins, você provavelmente vai perder as boas, também. Não, a vida é simplesmente carregada com esses altos e baixos. Você tem que aceitar o mal para apreciar as coisas boas que vem em seu caminho. Todos esses sentimentos e emoções de alguma forma originam-se do mesmo lugar.”

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Nicholas e Kristen Stewart conversaram com o site Vulture sobre Equals, aprender falas e suas carreias. Confira a entrevista abaixo:

Em Equals, novo filme de Drake Doremus, Kristen Stewart e Nicholas Hoult interpretam personagens profundamente reprimidos vivendo em uma sociedade futurista onde todas as emoções foram banidas – um problema, desde que os dois começam a se apaixonar um pelo outro e precisam manter seu amor em segredo.

A escalação funciona como um pontapé, já que esses atores não tem problema algum em expressar-se fora das telas: Stewart, em particular, é tão sincera e gosta de usar suas emoções em sua manga que o ato de coloca-la em uma sociedade sem emoções contem um suspense inerente. Não faz muito tempo, Vulture se encontrou com os dois para uma conversa sobre o filme e sobre seu modo de agir com a fama.

Nick, eu ouvi dizer que quando você assistiu Equals pela primeira vez, você se sentiu como um voyeur enquanto observava você se apaixonando pela Kristen. Drake foi capaz de persuadi-lo a fazer coisas que talvez você não estivesse ciente?

Hoult: Na época, eu provavelmente perceberia o que estava fazendo. Mas não no roteiro, não é algo que você planejava fazer, é algo muito…

Stewart: Passageiro.

Hoult: E então você não pensa mais sobre isso, você não se joga sobre isso. Não até um ano depois, quando você está na cabine de ADR e você se assiste fazendo algo e pensa: “Wow, isso parece ser a vida real. Eu não deveria estar assistindo isso.”

Isso parece ser uma vitória, quando você consegue se surpreender dessa maneira?

Stewart: É estranho, porque nós interpretamos pessoas que são simplificados e despojados, nós somos nós mesmos nesse filme. Sem qualquer desenvolvimento social ou idiossincrasias, a versão mais real de estar vivo é o que estamos tentando fazer – então, ao assistir isso, eu não me sinto como se estivesse assistindo outras pessoas. A razão de ser surpreendente são as pequenas quantidades de creme que cobrem as coisas que passaram despercebidas por nós no momento. Normalmente nós levamos crédito por isso, mas nesse caso, nós ficamos: “Whoa Drake, obrigada por nos colocar nesse caminho.”

Vocês são bons em assistir suas performances em filmes?

Hoult: Eu particularmente não sou um fã.

Stewart: Sim, ele não gosta.

Hoult: Eu sempre penso que poderia ter feito melhor ou diferente. Aprendizagem é 20/20, certo?

Você é melhor nisso, Kristen?

Stewart: Tecnicamente, eu sou melhor isso porque eu faço mais. Isso completa um processo para mim. Eu venho tendo essa vontade de fazer filmes desde sempre e eu quero dirigir e escrever e continuar atuando para sempre, então isso me faz melhor em assistir o desempenho. É esclarecedor, e não de uma forma técnica – não é tipo: “Oh, eu vi meu rosto fazer isso e eu sei como chorar na tala.” É mais como, se você consegue correlacionar a experiência de fazer um filme ao produto final, isso afeta o modo como você ira continuar desse ponto. Eu quero me perder em um papel, eu quero estar completamente atraída por razões naturais e não considerar uma audiência, mas ao mesmo tempo, eu realmente me importo se o filme é bom. Eu gosto tanto do processo de fazer um filme que não terminá-lo não faria sentido.

Então, até que ponto você se sente cúmplice no final de Equals? Drake deixou você participar do processo de pós-produção?

Stewart: Absolutamente não. [Risos.] Eu sei que ele tem um editor que ele ama, mas ele realmente é do tipo que edita sozinho em sua casa em Los Feliz. O tempo inteiro, eu ficava: “Ele está apenas alguns quarteirões de mim agora,”, mas eu não falei com ele por uns meses depois que fizemos o filme. Haverá momentos onde eu estarei ligando para os diretores tipo, “Hey, qual é a boa? Posso ir dar uma olhada nas coisas? Você pode me dizer com o que você está animado, o que funcionou e o que não funcionou e qualquer coisa que você aprendeu nesses meses que passamos juntos? Qual é o problema?” Mas eu nunca liguei para o Drake. Eu estava exausta depois que gravamos, e não era algo que eu queria controlar. Mas assistindo, eu vi o que levou cada pessoa – eu, Drake, John o diretor de fotografia, Nic – a fazê-lo. É uma sopa. O filme é a porra de uma tigela de sopa. Drake não controla tudo, mas ele infunde a sua vibe de uma forma tão natural, eu sou uma grande fã. Então eu não iria querer afetar isso. Eu não iria ligar e dizer, “Hey, não se esqueça disso, no caso de você não ter visto.”

Você já fez isso com outros diretores?

Stewart: Sim, com pessoas que eu sinto que não me viram. Mas eu me senti visível perto do Drake e Nick. Eu nunca ficava “Você sabe o que eu quero dizer?” Sim, é claro que eles sabem. Foi feito. Não dito.

O quanto Equals foi improvisado na hora?

Hoult: Você tinha um roteiro, mas então Drake falava, “Nah, não diga isso.” Eu percebi que eu sou muito acostumado a saber as falas e me desligar um pouco.

Stewart: Eu nunca sabia a porra das minhas falas. Mesmo no filme do Woody Allen, eu não sei minhas falas.

Hoult: Sério?

Stewart: Mm hmm.

Hoult: Como isso funciona? O que acontece?

Stewart: Eu aprendo rápido se for necessário, mas tipicamente, eu acho que é melhor encontrar ou dizer algo um pouco diferente. Se você colocar de modo certo, vai funcionar, e é mais fácil se você está interpretando alguém parecido com você. No filme do Woody Allen, era mais difícil porque eu estava interpretando uma garota que era o oposto de mim, mais adorável, mas uma vez que eu a encontrei, nós podíamos improvisar dentro da retórica de seus filmes, que é louco porque ele é muito particular. O que eu estou dizendo é, aprender as falar fica no meu caminho, mas se você não souber você tropeça. É um equilíbrio. Para ser honesta, às vezes eu me fodo com isso. Eu fico tipo: “Oh merda, eu não sei as minhas falas!” [Risos.]

Hoult: Você já esteve em um filme onde o diretor disse: “Não, fale palavra por palavra?”

Stewart: Uma vez. Com Kelly Reichardt.

Para seu filme Certain Women?

Stewart: Sim.

Hoult: Era tipo com Aaron Sorkin, onde você tinha que falar tudo, ate as marcas de pronunciação?

Stewart: Ela nunca disse isso no começo, então eu não estava preparada para isso quando cheguei ao set. Eu literalmente dizia “o” em vez de dizer “é”, apenas a melhor mudança para parecer como algo que eu iria dizer, ela ficava: “Oh, um, isso foi ótimo, mas na verdade, as palavras são assim.” “Oh, okay. Porra. Eu não tinha percebido. Bom saber.” Ela gosta das palavras. Ela as escreve de certo modo, e ela gosta delas. Eu não acho que ela percebe o quanto gosta das palavras. Se eu disse isso para ela, ela vai ficar “Não, eu não!”. Mas ela gosta.

Hoult: Você achou isso restritivo?

Stewart: Sim, sim. Mas ao mesmo tempo, eu acho que isso me tirou de perto da “Kristen”, e isso foi bom. Ela não me contratou para isso. As vezes eu sou contratada para isso, é o que serve a melhor parte, ser totalmente natural. Mas essa garota [em Certain Women] foi diferente. Eu tenho esse ligeiro sotaque…

Hoult: E o ritmo da fala pode mudar tudo.

Stewart: Exatamente. É o ritmo, sim.

O mundo de Equals, onde você deve sufocar si mesmo e “passar” por uma sociedade, pode ser uma metáfora para muitas coisas. Qual é sua opinião sobre isso?

Stewart: Se você está escondendo algo essencial para si mesmo ou algo menor, como um estado de espírito que você acha inaceitável, é um sentimento terrível de não ser visto. É o pior, na verdade. Pense o qual horrível é quando você está tentando se mostrar para alguma pessoa e eles não enxergam? É horrível, mas o pior é não nem tentar ser visto, nem mesmo dar a alguém a oportunidade de te conhecer. É um sentimento de isolamento, e obviamente, há graus disso por toda a nossa vida, mas não há nada pior do que esconder as partes mais importantes e essenciais de si mesmo. Isso quer dizer que você está negando o que é ser você, e esse é o pior sentimento, confie em mim. Eu fiz muito disso. Eu tenho um trabalho que não permite estados de espírito – não na parte de atuação, mas na parte de promover isso.

Por que se você não está feliz o tempo todo, seu humor será analisado e dissecado?

Stewart: Sim.

Hoult: Ou mal interpretado.

Depois de viver por anos aos olhos do público, você precisa fazer um esforço para permanecerem presentes e reais em entrevistas, em vez de colocar sua armadura?

Kristen: Sim, é estranho. Não é um esforço, eu não tenho muita consideração sobre como isso vai soar para o mundo, pois eu não tenho controle sobre coisas assim. Toda conversa que eu tenho é completamente pessoal, e se uma pergunta é feita por alguém que se importa, eu vou chegar a esse ponto com você, entende o que eu quero dizer? Mas se tiver alguém sentado na minha frente que está me cutucando sobre detalhes que irá fazer seu site muito famoso aquela noite, eu apenas me calo. E eles vão criticar isso e ficar tipo, “Oh, você é tão reservada. Deve ser triste viver assim.” E eu fico tipo, “Não, isso é apenas com você, na verdade. Eu tenho boas conversas com seus companheiros. Você que é ruim em seu trabalho.”

Como vocês se sentem quando um filme acaba? Vocês são convidados a ter essa experiência intensa e emocional com alguém, e então, vocês não se veem novamente.

Hoult: Eu fiquei melhor nisso. Eu me lembro de que quando era criança, eu fiz um trabalho e minha mãe disse que por dois dias seguidos, eu subia para o quarto e chorava.

Stewart: Você estava triste.

Hoult: Por dois dias! Eu apenas chorava. É um sentimento horrível quando um filme acaba. Bom, depende do trabalho. Em alguns trabalhos, é um alívio quando acaba, mas em um trabalho assim, você não está pronto para o fim. Essas coisas só acontecem uma vez. Quanto mais velho eu fico, mais sentimental eu fico sobre isso. Quando eu era criança, eu era muito emocional e então eu passei por uma fase onde eu não ligava mais para isso e pensava, “É um trabalho, nós passamos por isso blá blá blá,” mas quanto mais velho eu fico, eu olho para um trabalho pensando: “Wow, é isso ai. Isso nunca vai acontecer novamente. Droga.”

Vocês já se sentiram estereotipado?

Hoult: Eu quero fazer coisas diferentes. Eu não quero que ninguém diga, “Oh ele apenas faz esse tipo de filme.” Eu acho que tenho sorte de ter conseguido ficar livre disso até agora.

Eu espero que depois do seu personagem em Mad Max, você tenha explodido essa noção de ser estereotipado.

Hoult: Esse é o tipo de objetivo. Fazer coisas diferentes, com pessoas boas e aprender. Você sempre fica melhor na atuação com a idade. É aquele tipo de trabalho onde quanto mais você cresce como pessoa, mas personagens interessantes você consegue.

Stewart: Ou não.

Alguns atores começam a se fechar em suas carreias. Você pode ver isso.

Stewart: Sim.

Hoult: Isso é verdade.

Stewart: O que você acabou de dizer é meio, uh, errado. [Ambos riem.]

Hoult: Eu acho que a armadilha que as pessoas caem é de acreditar que são bons atores pois disseram muito isso a eles.

Stewart: E então eles param de atuar.

Hoult: E você pode ver isso.

Stewart: “Essa pessoa é obcecada por si mesmo.”

Hoult: É isso que você não quer. Cada trabalho deve ser um desafio. E então você precisa fazer o seu melhor, eu acho.

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Durante a premiere de Equals, na última quinta-feira, Nicholas conversou um pouco com o site The Hollywood Reporter sobre o filme. Confira abaixo:

As estrelas de Equals, Kristen Stewart e Nicholas Hoult estavam entre aqueles que passaram pelo tapete vermelho na premiere do filme, no Arclight Hollywood nessa quinta-feira em Los Angeles.

Embora Equals esteja disponível exclusivamente na DirecTV desde o dia 26 de maio, a premeire comemorou o lançamento limitado do filme nos cinemas.

Esse romance futurista se passa em um mundo onde as emoções foram erradicadas, à parte de poucos – incluindo os personagens de Hoult e Stewart.

Enquanto os dois são uma exceção, isso não significa que eles passam o filme todo sem demonstrar emoções. Fazer isso apresentou um desafio único – não só para Hoult e Stewart -, mas para grande parte do elenco.

“Os personagens não deveriam sentir, então você tem que entender e interpretar isso e como isso muda durante o filme, e o que isso significa para as pessoas,” disse Hoult.

Jacki Weaver, que interpreta Bess, também lutou com a tarefa. “Eu tive que me concentrar,” ela disse ao The Hollywood Reporter.

Há uma cena em particular onde Hoult e Stewart são forçados a confrontar seus novos sentimento.

“É uma cena especial,” diz o escritor e diretor Drake Doremus para o THR. “Essa é uma cena onde, eles estivem o filme todo esperando e esperando, para se tocarem e então eles são capazes de fazer isso em um ambiente estranho e apertado e foi realmente incrível, pois nós esperamos para gravá-la. Era como uma água fervente, até aquele momento, então é muito explosivo e intenso.”

Hoult pensou o mesmo. “Nós filmamos, e depois, eu acho que uma semana ou duas de filmagens, não houve nenhum contato físico entre nossos personagens até aquele momento, então foi um tipo de libertação eu acho, em termos – e também uma descoberta para os personagens,” ele contou ao THR.

Para preparar os atores não apenas para essa cena, mas para o filme todo, Doremus usou métodos poucos convencionais.

“Drake tem esse processo incrível de ensaio que não é realmente um ensaio, porque você não usa nenhum material; É sobre conhecer um ao outro, o que é tipo, um ótimo trabalho que muitas pessoas tipicamente não usam em ensaios,” disse Stewart. “Geralmente é sobre saber suas falas ou se você está na mesma página – Esse foi mais sobre quebrar barreiras e se sentir confortável um com o outro, e saber que quando formos ao set seremos capazes de dar o melhor.”

Hoult explicou o processo, como ser colocado em um quarto fazendo diferentes exercícios, “onde você só diz ‘Olá’ um para o outro, olhar nos olhos por um longo tempo então, só será permitido dizer a verdade ou apenas será capaz de mentir.”

Os dois parecem ter um química natural, de acordo com Doremus.

“Eles são perfeitos,” ele contou ao The Hollywood Reporter. “Quero dizer, eu escrevi o filme para o Nick, então ele sempre foi o cara certo. Quando eu conheci a Kristen, ela era tão interessante, com muita energia. Eu senti que eles trazem algo realmente intenso e bonito um sobre o outro no filme.”

Embora Equals não seja a primeira história de amor de Doremus (seus créditos também incluem o premiado Like Crazy), o filme é diferente comparado aos outros filmes que ele trabalhou.

Eu acho que esse filme é muito diferente dos filmes anteriores, mas muito similar,” disse ele. “Quero dizer, no final do dia é um estudo muito íntimo sobre como é se apaixonar e lidar com esses sentimentos, e como ao longo do tempo isso irá mudar você.”

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O The New York Times esteve no set de Rebel in the Rye durante as filmagens e fez uma pequena entrevista com Nicholas. Confira abaixo:

Na esquina de Jersey e Crosby Streets no SoHo, durante um daqueles dias onde Nova York está quente demais, o sol brilhava forte e o cheiro de urina se espalhava.

Mulheres em saias lápis e cachos, homens com calças de cintura alta e chapéus andavam pela rua, passando por uma cabine de telefone à moda antiga onde um jovem – alto, arrojado e engomado – estava gritando. “Eu pensei sobre isso e não irei mudar uma palavra,” o jovem gritou com o receptor.  “Holden nunca aprovaria.”

“Isso foi incrível,” disse Sr. Strong para a estrela do filme, Nicholas Hoult, que interpreta o escritor J.D Salinger, o homem que deu ao mundo Holden Caulfield e provavelmente nunca aprovaria esse projeto.

A câmera rodou, uma banda de jazz fingiu tocar piano e trompa, cigarros de ervas foram fumados, e o Salinger do Sr. Hoult bebe algumas e tenta pegar as garotas. Rosto felino, magro como um logo e alto – com 1,90, ele tem cerca de uma polegada a mais que SalingerSr. Hoult estava usando lentes de contato castanhas para o papel e adotou um sotaque parte transatlântico misturado com Upper West Side dos meados do século.

Sr. Hoult disse que estava com receio de Salinger, havia pesquisado sobre ele exaustivamente e tentava não se sentir pressionado pela fama do escritor. “Pode parecer uma coisa estranha de dizer, mas se importar muito pode ser debilitante em alguns pontos,” disse Sr. Hoult, sentado em uma escada em Pravda depois que a cena do bar foi filmada. “É como cortar toda aquela superficialidade e apenas fazer o trabalho.” Ele disse que o dia mais difícil no set foi filmar uma cena de batalha na Segunda Guerra Mundial em Rockland County. A temperatura havia subido, e seu uniforme era feito de lã, então ele estava cheio de compressas com gelo, “Em todos os lugares que eu podia tê-los.”

O filme ainda está a procura de um distribuidor, mas ele espera que seja lançado no ano que vem.

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Na semana de estreia de X-Men: Apocalipse novas entrevistas com o elenco estão sendo liberadas. Dessa vez, Nicholas conversa com o site Nerdly sobre o filme e algumas curiosidades das gravações. Confira:

Os X-Men estão prestes a conhecer o adversário mais formidável ainda, e para lutar contra um mutante que é essencialmente um deus vivo, eles vão ter que trabalhar ainda mais juntos. Dez anos se passaram desde os acontecimentos de Dias de Um Futuro Esquecido e os nossos heróis estão em lugares muito diferentes. Enquanto o Professor Charles Xavier (James McAvoy) e Hank McCoy (Nicholas Hoult) finalmente abrem a escola para jovens superdotados, acolhendo e educando os mutantes que estão descobrindo os seus poderes, Raven (Jennifer Lawrence) está clandestinamente ajudando mutantes menos afortunados a lutar contra a opressão humana, convencida de que nunca realmente haverá paz. E Erik Lensherr, o homem também conhecido como Magneto (Michael Fassbender) optou por uma existência tranquila com sua família na Polônia. Mas todas as suas vidas mudam quando o extremamente poderoso Apocalipse (Oscar Isaac) desperta em 1983. Irritado com o que ele vê com a sociedade humana ido muito mal, ele decide colocar as coisas no caminho certo – mesmo que isso signifique destruir tudo e começar novamente.

Nicholas Hoult retorna ao papel de Hank (também conhecido, quando, na sua forma mais peluda, como Fera), o gênio científico por trás da tecnologia da equipe inexperiente de X-Men. Ele está confuso com incrível poder de Apocalipse, mas ainda continua empenhado em ajudar Charles e seus novos alunos a lutarem. Hoult, que interpreta Hank desde 2011 em X-Men: Primeira Classe, fazia parte do elenco do filme do ano passado, Mad Max: Estrada da Fúria e também trabalhou com o diretor Bryan Singer em Jack: O Caçador de Gigantes. Seus outros filmes incluem Meu Namorado é um Zumbi, Direito de Amar e Um Grande Garoto, e ele estrela ao lado de Kristen Stewart no romance sci-fi Equals.

Hoult fala sobre a jornada de Hank, como lida em ser a Fera e sobreviver a uma luta de espadas com sua co-estrela Olivia Munn…

Quais são as grandes ideias desta vez?
O principal conceito por trás disso é que os mutantes já existiam muito antes do que nós sempre acreditávamos em qualquer um dos outros filmes. E que os deuses de eras passadas, incluindo Apocalypse, que é dos tempos egípcios, eram realmente mutantes. Ele foi preso e adormecido por milhares de anos e, de repente, através de uma série de eventos, é despertado e está bastante chocado com a situação em que estamos e não está muito feliz com isso.

Apenas as ombreiras são provavelmente o suficiente para fazê-lo perceber o que está acontecendo…
Sim! As roupas são todas grandes. Eu me senti muito perdido na maioria dos meus figurinos.

James (McAvoy) disse que Xavier está indo para um estilo Miami Vice nesta época. Qual é o estilo de Hank?
Hank é sempre bastante conservador. Seu estilo, desta vez, é “Professor de geografia dos anos 80” e nada é colocado junto da maneira certa. É sempre um pouco remendado e sem graça, mas isso é coisa dele. Ele é um professor na escola agora… ele é literalmente das antigas.

Onde é que vamos encontrá-lo? A escola está instalada e funcionando agora…
Na Primeira Classe, eu era um dos alunos mais jovens de Xavier. No momento em que chegamos ao Dias de um Futuro Esquecido eu era um tipo de seu cuidador/facilitador, e agora vivemos naquela antiga casa grande, cuidando da escola juntos. A única coisa que eu nunca percebi bem era quem estava fazendo a comida. Eu pensei que era talvez a única coisa que faltava: Charles e Hank na cozinha fazendo centenas de sanduíches e imaginando que não pode comer manteiga de amendoim! Mas quando os encontramos eles estão em uma forma melhor em comparação com o último, tudo está indo bem. Acho que a principal coisa em termos dessa relação é que há uma ligeira diferença no pensamento das crenças de Charles, que sente que há um caminho para a paz para os seres humanos e mutantes e para que possam viver lado a lado. Tanto quanto Hank espera por isso, ele também espera o pior e tem trabalhado isolado no porão, se preparando para isso.

Então ele foi projetar os veículos e outros equipamentos dos X-Men sem Charles realmente saber?
Sim, ele meio que fez pelas costas. É muito impressionante, as coisas que Hank faz no porão. Precisamos de uns bons 10 anos entre cada filme só para ele reconstruir todas as coisas que foram explodidas no anterior.

Isso parece acontecer muito com seus personagens: eles se instalam e, em seguida, alguma enorme ameaça aparece…
Eu estou esperando o roteiro que não terá nenhuma ameaça e é literalmente apenas todos nós em casa e usando os poderes para fazer um churrasco e tendo os Jogos Olímpicos de mutantes.

Então vai bater a década de 1990, e você vai se tornar a versão X-Men de Friends, todos em um café.
Sim! Central Perk! Isso seria bom.

Hank é muito mais do espírito científico; ele é muito lógico, e agora ele está confrontado com esta ideia do Apocalipse, que, enquanto um mutante, é, para todos os efeitos, um deus. O que isso faz com sua cabeça?
A coisa toda é muito desconcertante para Hank, porque eu não acho que alguém já testemunhou habilidades como esta antes. Então, eles estão meio que com um pé atrás por um momento no filme e se perguntando como isso é mesmo possível. Em seguida, eles estão trabalhando duro para tentar descobrir quem é esse cara, quais são os seus poderes e o que ele é capaz de fazer, e como diabos eles irão impedi-lo. Assim, a partir de um ponto de vista científico, Hank está bastante adiantado com todas as suas engenhocas, mas então esse vem esse cara que está em um nível diferente de tudo que já foi tratado antes.

Hank é testado novamente neste filme? Será que ele tem um momento difícil?
Ele tem, porque Charles está no meio de seu próprio perigo neste filme, e isso significa um grupo improvável tem que se unir para tentar salvá-lo. E mesmo que Hank tenha trabalhado em alguma confiança e fé em seus poderes nos últimos filmes, ele ainda não é necessariamente um líder. Ele é o cara que está trabalhando no porão e depois ensina. Ele é bastante calmo e tranquilo, mas então ele tem de fortalecer e orientar os personagens mais jovens um pouco, que estão todos enfrentando suas próprias versões de dores de crescimento e ter que compreender seus poderes. Há um pouco justo acontecendo.

Será que isso significa que você tem que fazer um pouco mais em termos de ação?
Sim, eu fiz. Acho que Fera ficou mais forte neste. Ele está malhando entre os filmes! Nós estávamos fazendo algumas coisas muito legais. As equipes de dublês desses filmes são sempre maravilhosas e meu dublê faz alguns saltos bastante selvagem e acrobático que eu nunca conseguiria sonhar em fazer, mas quando é possível, eu me envolvo e finjo ser muito mais forte do que humanamente possível. Há uma rotina de luta legal entre Fera e Psylocke em confronto direto. Apesar que eu tive uma espada na cabeça pela Olivia (Munn) em um ponto! Não é culpa dela na verdade, isso foi completamente eu sem me mover para fora do caminho. E isso teria um final desagradável se tivesse sido uma luta real.

Eles ajustaram a maquiagem de novo, tornou mais fácil para você lidar com isso?
A maquiagem é a mesma do último filme, mas os caras da maquiagem estão nisso. Eles são maravilhosos, e eu acho que eles conseguiram fazer em duas horas. E eles construíram para mim um conjunto novo de músculos desta vez, que era um pouco mais leve e mais respirável, então eu não fiquei tão quente. Esses equipamentos ficavam muito quente e, então juntando as roupas, os músculos, uma maquiagem completa e peruca, eu acho que depois de quinze minutos eu estou derretendo e não consigo manter a minha temperatura corporal baixa. Mas certamente teve uma melhoria desta vez.

E você está no mesmo barco que Jennifer Lawrence e o recém chegado Oscar Isaac, que tinha o seu próprio traje e próteses para lidar…
Na primeira vez que eu fui para Montreal, eu acho que eles tinham filmado por duas semanas e vi Oscar com sua maquiagem, que é fantástica e maravilhosamente bem feita, mas eu olhei em seus olhos quando eu o conheci e pensei, ‘Eu conheço a sua dor…’. Mas ele foi maravilhoso, levou tudo na esportiva e também trouxe uma grande seriedade a esse personagem que foi divertido de ver, mesmo que nós não atuamos muito juntos.

E ele é um ator ótimo e pensativo para trabalhar, o quanto conectou com você?
Sim, isso é a coisa com estes filmes de X-Men, há motivos e uma base para cada um desses personagens. E então quando você obtém grandes atores como Oscar ou McAvoy ou Fassbender, que estão trazendo-os para a vida, você realmente se importa com eles e tem uma compreensão deles, o que significa que os filmes podem ter uma profundidade real. Eles podem ser frívolos, divertidos, emocionante e cheios de ação, mas depois há momentos que são realmente comoventes e verdadeiros.

Dias de Um Futuro Esquecido foi o maior filme até agora, mas mesmo desde as primeiras cenas liberadas, parece que Apocalipse será o maior em termos de escala…
Sim, a partir do que eu testemunhei da terceira sequência de ação que foi extremamente grande! E há várias pessoas com um monte de poderes que flutuam por aí fazendo todo o tipo de coisa. Quando você está lá no dia, você está fazendo suas seções menores disso, em seguida, há muito trabalho a ser feito com efeitos visuais também. Mas isso é a coisa emocionante sobre esses filmes – você vai para seus dias e testemunha suas partes, mas, em seguida, há partes inteiras do filme que você não viu vir a vida ou foram concebidos por computadores depois, então de repente ver isso na tela é muito emocionante.

Bryan está dirigindo novamente. É simplesmente mais fácil agora trabalhar com ele, uma vez que ele fez Dias de Um Futuro Esquecido?
Há uma compreensão muito mais fácil. É um ambiente divertido para voltar. Além disso, tivemos alguns novos membros no elenco desta vez – o Scott e a Jean Grey jovens, e o resto – e foi divertido ver os personagens que eu conhecia desde os três primeiros filmes, mas com esta nova leva sobre eles e suas histórias de origem, além desses novos atores realmente talentosos trazendo-os à vida.

E você está de volta com James, Jen e Michael do elenco principal. Você parece ter se divertido nos bastidores…
Há sempre um monte de diversão acontecendo por trás das câmeras, essa é uma das melhores partes disso. Se você está se divertindo entre as cenas, então isso reflete na tela. As pessoas fazem o seu melhor trabalho nesse ambiente. E é criativo – você está saindo e se divertindo e, em seguida, você vem com outras ideias para tentar. E você tem que se dar bem, não é? É como sair com colegas de trabalho, exceto que nós o fazemos no trabalho, independentemente da saúde ou segurança pessoal de qualquer pessoa.

Fonte

Durante a divulgação de Kill Your Friends, Nicholas concedeu uma entrevista para o Independent UK onde falou sobre o filme e muito mais. Confira:

Nicholas Hoult encontrou a fama como uma criança com um corte de cabelo tigela. Agora ele está interpretando um psicopata drogado mas ele ainda tem muito que aprender, ele conta a Chris Sullivan.

É difícil de acreditar que o alto, jovem bem vestido sentado na minha frente é o mesmo Nicholas Caradoc Hoult que conheci quando ele tinha 12 anos, com um corte de cabelo tigela, no set de Um Grande Garoto. Do mesmo jeito que é difícil compreender que esse jovem extremamente bem educado é também o mesmo indivíduo que entrega uma performance genuína como Steven Stelfox, o implacável sexista, racista, cínico executivo de uma gravadora dos anos noventa em Kill Your Friends, uma adaptação de Owen Harris histericamente engraçada do best-seller de John Niven.

Eu não tinha tanta certeza que o Hoult de 25 anos, ou para todos os efeitos, qualquer ator mais jovem que 30 anos, poderia interpretar Stelfox, um personagem complexo, às vezes nocivo e estranhamente carismático, que carrega um peculiar cinismo cruel que normalmente vem com a idade.

“Eu não diria que isso foi fácil” ri Hoult. “A maioria dos personagens como Stelfox tem um castigo merecido ou algum tipo de arrependimento mas ele está disposto a ser mais sombrio que qualquer outra pessoa, ele é extremamente insano, incansável e sem remorsos até o fim. Felizmente, o diálogo de John Niven é hilariamente perverso e muito, muito plausível, por isso foi ótimo libertar e apreciar o inominável.”

Isso não é apenas uma vitória do diálogo. Hoult transmite a decadência ética do personagem com linguagem corporal, enquanto sua decrepita moral é gravada mais e mais profundamente em seus olhos conforme o filme avança. “Ele começa com muito autocontrole,” ele explica. “Sempre perspicaz e focado, então quando ele começa a perder o controle e pensar que vai perder o emprego e se tornar tudo que ele despreza, pânico e medo se instauram e ele decide fazer ‘qualquer coisa’ pra consertar isso.”

“Qualquer coisa” inclui suborno, coerção, homicídio premeditado e o enquadramento impiedoso de qualquer um que ousar entrar em seu caminho.

“Stelfox simboliza essa cultura que temos que é governada por pura e impiedosa ambição acima de bom gosto e talento,” diz Niven, um ex caça talentos na London Records por 10 anos. “O livro se tornou um depósito para as alegremente sórdidas, perversas, coisas corruptas que eu via.”

Consequentemente, uma das hilárias vertentes do filme mostra Stelfox fazendo uma audição de uma girl band composta de quatro mal vestidas, vadias escandalosamente sem talentos. Ele odeia audições quase tanto quanto odeia seus colegas da gravadora, então desdenhosamente as arruma uma música brega, edita suas vozes e de alguma maneira as coloca no topo das paradas. É tudo dolorosamente familiar.

“Talvez eu seja um romântico,” suspira Hoult, “mas eu gosto de lembrar dos velhos tempos em que as pessoas aprendiam seus ofícios. Agora as pessoas acham que tem o direito de serem famosas ou virarem uma celebridade sem trabalhar! Algumas pessoas conseguem atuar sem experiência prévia — elas apenas conseguem — mas eu tenho que investir meu tempo e ainda sentir que eu poderia ter feito melhor.”

Ninguém pode acusar o ator nascido em Wokingham de não investir seu tempo. Ele fez sua estreia no filme Relações Íntimas, aos 7 anos, recebeu notoriedade em Um Grande Garoto, se destacou em Juventude Rebelde, se tornou um galã protagonizando Skins e alcançou o pote de ouro atuando ao lado de Colin Firth em Direito de Amar.

Será que ele acha que não teve uma infância adequada? “Bom, é impossível dizer,” ele responde. “Mas eu sinto que eu sou realmente muito, muito sortudo. Ocasionalmente eu paro para pensar e percebo que viajei para lugares que a maioria das pessoas nunca foram e conheci inspiradoras, extraordinárias pessoas com quem posso aprender algo. E foi diferente para mim do que é para algum ator mirim americano que é tirado da escola e vive nesse estranho vácuo que é outro mundo. Eu continuei na escola e voltava a ser uma criança normal depois do trabalho, o que é inestimável.”

Depois de Direito de Amar, a carreira de Hoult decolou. Ele interpretou Hank McCoy/Fera em X-Men: Primeira Classe, sucesso de bilheteria do diretor Matthew Vaughn, foi o protagonista homônimo junto de Ewan McGregor e Stanley Tucci em Jack: O Caçador de Gigantes. Então ele repetiu seu papel como Hank McCoy em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido e embarcou em um muito divulgado, relacionamento de 3 anos de idas e vindas com sua colega de elenco, ganhadora do Oscar e a atriz mais bem paga do mundo, Jennifer Lawrence.

São abundantes os rumores em relação ao casal. Alguns dizem que Hoult está tentando ganhar a afeição dela de volta depois de seu caso com Chris Martin do Coldplay já que os dois foram vistos chegando no mesmo dia em Montreal, Canadá para as gravações de X-Men: Apocalipse. Uma pergunta sobre a situação amorosa dos dois provoca um constrangido e enorme silêncio incômodo. Namorar deve ter sido um inferno com os paparazzi, entretanto? “Na época teve momentos disso em Los Angeles,” ele admite, obviamente relutante em falar. “Mas eu moro em Londres e posso pegar o metrô e ninguém vai ligar. Eu sou sortudo assim mas eu conheço pessoas cuja a vida se tornou completamente incontrolável e insuportável.”

Hoult insiste que ele não vai perder contato com a realidade. “Eu ainda posso ir em um bar e tomar uma cerveja e vagar por aí,” ele esclarece. “E eu realmente preciso disso. Uma vez que você perde isso, pode se tornar muito difícil interpretar coisas em um natural, jeito humano já que você não faz mais parte de um natural, mundo humano.”

“Mas um dos momentos mais legais do meu trabalho é quando alguém vem até você e diz ‘Eu realmente gostei de você nesse filme’ — sem fotos, sem autógrafos — só um momento genuíno. Isso é uma coisa ótima. A única coisa que me incomoda é quando as pessoas fingem que não estão tirando uma foto sua. É tipo, ‘Cara, apenas peça a foto – está tudo bem mas eu posso ver exatamente o que você esta fazendo’. O que é pior é quando você pensa que alguém está tirando uma foto sua e você vai confrontá-la e ela não está. Um amigo meu bem conhecido abordou esse cara com uma grande câmera profissional que estava fotografando em uma cafeteria em que estávamos. Ele chegou e disse, ‘Cara, tipo, o que você está fazendo?’ Mas esse cara não sabia quem ele era e, por alguma razão, na verdade estava tirando alguns closes da máquina de café.”

Eu temo que os dias pacíficos de anonimato de Hoult podem acabar em breve. Nos previamente papéis importantes ele estava pintado e coberto de pelo azul em X-Men e com sua cabeça raspada e pálido como o escravo doente terminal maluco em uma missão, Nux em Mad Max: Estrada da Fúria. Mas nos próximos lançamentos tais como Equals (no qual ele protagoniza com Kristen Stewart), Rebel in the Rye, onde ele interpreta J D Salinger, e Collide, um filme sobre tráfico de drogas com Anthony Hopkins e Felicity Jones, certamente o vão expor para o mundo. Inteiramente tranquilo, ele parece mais decidido em construir um currículo sério do que se preocupar com a rigidez da fama.

“Tudo que quero fazer é não me repetir ou pegar escolhas fáceis de filmes,” sorri o ator que, nos últimos tempos, interpretou um soldado, um zumbi, um psicopata e um mutante. “Podem me oferecer um drama de época, o que seria um sucesso fácil e financeiramente recompensador, mas não tem sabor neles; e em algum ponto você tem que, como o Tom Hardy diz, merecer seu sustento. Então sim, eu ainda tenho muito o que provar e várias coisas para aprender, e muito espaço para melhorar.”

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