Nicholas Hoult fala sobre a futilidade da guerra e impostores no Instagram com o Telegraph

Recentemente o Nicholas conversou com o jornal Telegraph sobre seu novo filme, Castelo de Areia, sobre seu novo Instagram público e sobre ser parte de um casal famoso:

Quem é Nicholas Hoult? Ou, mais precisamente, onde ele está?

De uma forma, a resposta para a última pergunta é fácil: o ator está jogado no chão na minha frente no saguão de embarques no aeroporto da Sardenha. Na noite passada, na costa leste da ilha, o restaurante a céu aberto nos levou a um bar a céu aberto, que nos levou à horas divertidas em um ponto noturno.

Na manhã de hoje, Hoult está fazendo um papel que nós podemos esperar de um cara normal de 27 anos: escondendo uma ressaca, com fones no ouvido e o boné escondendo seu rosto.

Mas até quando, 18 horas antes, ele estava sentado diretamente ao oposto de mim na varanda de um hotel, bebendo Coca Diet, foi difícil localizar o cara. A estrela de filmes tão diversos quanto os reboots X-Men: Primeira Classe, Mad Max: Estrada da Fúria, a sátira da indústria musical Kill Your Friends, e Direito de Amar, de Tom Ford, é muito educado e uma ótima companhia. Mas, com isso, ele é meticulosamente discreto. A conversa é boa, mas a entrevista um pouco menos iluminada.

Como Hoult reconheceu uma vez, ele não pode escapar “desse medo terrível de soar errado ou dizer algo que saia do contexto. Porque isso forma a opinião das pessoas sobre você.” Esse medo continuou durante uma boa década após seu primeiro sucesso, aos 12 anos, em Um Grande Garoto. E claramente ainda permanece lá, mesmo após alguns papéis em filmes de estúdio.

Mas isso é, talvez, o segredo do sucesso do alto e bonito antigo estudante da Farnborough College que foi escalado como Tony no drama adolescente Skins. Se Hoult é difícil de se fixar, ele também é difícil de se abrir, o que o torna quase impossível de estereotipar. Entrou, à direita, silenciosamente e inesperadamente, um dos nossos atores mais adaptáveis e em demanda.

Considere seus papéis nos últimos dois anos: um cientista com uma cabeça grande e peluda – e azul. Outro cientista, dessa vez real, com um grande e peludo bigode. O líder do Partido Conservador durante o reinado da Rainha Anne. Um dos mais famosos, e mais isolados, autores do século 20. Parte de um casal moderno de Los Angeles. Um motorista britânico destruindo a Alemanha. Um soldado americano invadindo o Iraque. Um coelho vidente.

“É um pacote bem aleatório, não é?” O ocupado ator nascido em Berkshire diz com um entendimento fácil. “Eu gosto desse jeito. Certamente não é um plano de jogo,” ele insiste, “mas eu não vejo o ponto em fazer coisas similares em termos de gênero, enredo ou personagem.”

Mesmo quando ele está respondendo minhas perguntas mortais, Hoult é amigável. Incomum para um ator de seu perfil, ele viajou da Sardenha para sua casa em Londres sem a companhia de um assistente pessoal ou agente. Por isso, talvez, estava tão solto na noite passada.

Ele está na ilha para participar de um desafio com a Jaguar. Eles formaram uma parceria com atores ingleses de um certo estilo – Damien Lewis fez um curta no Peru com o carro da marca, Benedict Cumberbach dirigiu no gelo na Finlândia, Idris Elba fez uma viagem de carro de 72 horas pela Europa.

Mas a conexão com Hoult é mais do que promocional: Jaguar forneceu os motores para seu filme Collide, um suspense continental onde grande parte da ação acontece nas estradas da Alemanha. Hoult é o protagonista, seus antagonistas são dois cavaleiros do cinema: Sir Anthony Hopkins e Sir Ben Kingsley. Se ele ficou intimidado com a companhia, ele não está mostrando isso. Talvez passar metade da sua vida em sets de TV e filmes fazem isso com uma pessoa de vinte-e-alguma-coisa.

“Normalmente as pessoas no topo da lista são as mais legais e relaxadas,” ele diz dando de ombros. Com as festividades da noite algumas horas em nossa frente, o educado Hoult não está com nada mais forte do que cafeína e nicotina. “Sir Anthony,” ele começa, rindo com a memória, “tem um senso de humor seco. Ele vai ficar sério o tempo todo. Ele fazia as cenas e vinha até mim e falava, ‘ah, sim, eu acho que estragou tudo nessa – fez um pouco mais – mas faremos outra, não se preocupe.'”

“Então eu comecei a dizer para ele: ‘Sim, Anthony, você sabe que isso não foi ensaio, cara. Nós estávamos filmando, então se quer estar no filme, tente um pouco mais.’ Coisas engraçadas assim,” ele diz, soando mais confiante do que ingrato.

Em termos de trabalhar com pessoas da lista A, Hoult começou quando era pré adolescente. Quando ele fez Um Grande Garoto, Hugh Grant – seu co-estrela na adaptação do bestseller de Nick Hornby – era um dos maiores nomes da Inglaterra.

“Eu estava ciente quando estava fazendo os testes, aos 10 ou 11 anos, que isso era grande,” ele lembra. O terceiro de quatro filhos de uma pianista e de um piloto da British Airways, ele foi um ator mirim em dramas com Casualty e The Bill. “Mas Hugh me encorajava muito. Eu era obcecado com carros, e naquela época ele estava procurando por um novo carro. Eu levava todas as minhas revistas da Top Gear para o set. ‘E esse, Hugh?’ ‘Não, eu não posso ter esse.’ Eu era um menino de 11 anos com gostos de meninos de 11 anos, tentando convencer ele a comprar algo. ‘Você tem certeza que não quer o Ford Fiesta? É o vencedor, não é?'”

Infelizmente, Collide se provou não ser um vencedor. Até agora, foi lançado nos Estados Unidos e no Japão, mas não há sinal de estreia no Reino Unido. As críticas americanas não ajudaram, mas quando nos falamos mais tarde pelo telefone, Hoult – normalmente – é calmo e alegre. “Foi perdido nos destroços,” ele diz.

Ele pode ficar animado. Esse mês a Netflix lança outro daqueles projetos. Castelo de Areia se passa no Iraque durante a invasão de 2003. Hoult interpreta um soldado americano desiludido e confuso, e outro britânico, o Super Homem Henry Cavill, interpreta um soldado musculoso das Forças Especiais. O filme cativante, filmado no calor da Jordânia, é baseado na experiência real do roteirista, um antigo soldado americano. É refletivo e longe das qualidades de Fábrica de Loucuras que definem seu protagonista.

“Não parece um filme normal de guerra,” concorda Hoult, “em termos de ritmo, emoção e a substância por trás. É um fora da futilidade da ideia da guerra.”

Foi exaustivo? “Ah, foi exaustivo?” Hoult se contorce, encontrando dificuldades inesperadas na pergunta simples. “Sim, foi diferente de tudo o que eu já tinha feito antes, de um jeito bom. Nós tínhamos treinos militares com o cara que foi da Força Delta. Foi muito divertido, mas eu ouvi histórias de outros autores sobre acampamentos preparatórios que foram tão intensos que quase os quebraram.”

“Nós estávamos nas bases militares da Jordânia, em suas casas de treino. Nós ficávamos lá praticando procedimentos de limpeza com ‘simunição’ – isso existe,” Hoult ri. “Nós colocamos essas máscaras, nos dão armas e nos colocam dentro dessas casas escuras com tochas e nós tentamos caçar esses caras ruins escondidos lá dentro. Você está na engrenagem. É incrível como essa adrenalina começa a pulsar,” ele pode se relacionar com a adrenalina pulsando.

“Nic é fundamentalmente um cara educado,” Owen Harris me diz no telefone da África do Sul, onde o diretor de Kill Your Friends está trabalhando em seu próprio show para a Netflix, um drama de época Troy (uma produção com a BBC). “Mas ele tem um senso de humor terrível. Eu lembro que em Skins as pessoas diziam que ele podia ser uma peste. Ele tem esse lado, mas ele mantém isso em seu grupo de amigos. Ele não é o clássico rebelde.”

Falando sobre o mais jovem ator em seu filme de estreia, Tom Ford reforçou essa visão: “Ele leva seu trabalho muito, muito a sério. Acho que isso vem de ser um ator mirim, onde você tem que ter disciplina em uma idade tão jovem.”

Igualmente, como um modo de explicar seu sucesso, Harris diz: “Enquanto Nic ainda parece jovem e inocente, há uma loucura nele. Essas qualidades o tornam mais interessante para os diretores – você quer extrair e moldar esses atributos, o que o ajuda a pegar uma variedade de papéis. Às vezes isso faz as pessoas pensarem ‘quem é você?’ Mas isso vai ser bom para ele em sua carreira – ele vai continuar mantendo a forma e provavelmente fazendo essas escolhas que são diferentes e arriscadas.”

Parece um comentário junto e correto. Em curso, Hoult possui Rebel in the Rye, um filme biográfico sobre JD Salinger; o independente The Newness, filmado em 18 dias e onde ele é metade de um casal de Los Angeles; e uma nova adaptação de Watership Down, onde ele é a voz de Fiver, “o coelho que tem visões. É bem sombrio, não é?” Ele diz sobre o livro dos anos 70 de Richard Adams, publicado 17 anos antes de seu nascimento.

Hoult recentemente terminou The Current War, onde ele tem o papel de um Nikola Tesla com muito bigode. (“Eu nunca pensei que fosse ter pêlo facial!” Esse homem com rosto de bebê admite animado). É uma dramatização da briga entre os pioneiros da eletricidade Thomas Edison e George Westinghouse. Ele foi então direto para o drama de época The Favourite, o mais recente de Yorgos Lanthimos, o diretor de O Lagosta. Hoult está interpretando um “pulverizado e afetado” político do século 18 ao lado de Emma Stone, Rachel Weisz e Olivia Colman. E imediatamente após isso, ele irá para o Canadá, para um quarto filme de X-Men, reprisando seu papel de Hank McCoy/O Fera.

Não parece que sobre muito tempo para sua vida pessoal. Ele está atualmente em um relacionamento? “Ah, não, ummm, ah…” ele gagueja. “Não sou qualificado.”

Pode repetir? “Eu não sei o que isso significa exatamente! Mas… não vou discutir,” ele diz, voltando a ser o estranho homem que perseguiu as primeiras entrevista de Hoult.

Seu relacionamento mais famoso foi com Jennifer Lawrence, quem ele conheceu enquanto filmava X-Men: Primeira Classe, em 2011. Quando eu o entrevistei em 2013, ele hesitantemente confirmou que eles terminaram na época em que ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz por O Lado Bom da Vida.

Eu pergunto o que ele achou do escrutínio, sendo parte de um casal de celebridades. Novamente, ele dá uma resposta simples.

“Casais vendem mais revistas – essas fofocas que as pessoas escrevem. Nós não estávamos sempre cercados por paparazzi, no entanto. Nós fazíamos um bom trabalho evitando essa parte, parcialmente escolhendo não ir nos lugares onde eles estão, ou andar muito pela cidade.”

Ele ainda é uma celebridade arrastada, somente se envolvendo com o mundo via rede social relutantemente. Seu Twitter (491,000 seguidores) foi feito por estúdios para promover seus filmes. Ele abandonou seu Instagram privado (“Eu tinha 40 amigos nele”) por um público (130,000 seguidores) sob pressão, porque alguém estava fingindo ser ele.

“Ele tinha 100,000 seguidores e estava postando coisas que não eram verdade ou coisas chatas – eu no tapete vermelho ou dizendo coisas tipo, ‘hey, ótimo dia hoje no set…’ Eu acho que esse é grande parte do motivo pelo qual as pessoas possuem rede social, para parar as contas falsas, que podem ser prejudiciais.”

Ele não está errado. Eu recentemente entrevistei Charlie Hunnam. Seu feed do Twitter estava espalhando proclamações a favor de Donald Trump. Quando eu falei sobre isso, o ator ficou sem jeito. Era óbvio que a conta era falsa, ainda que uma era convincente o bastante para atrair vários seguidores (parece que foi deletada).

Hoult, um homem jovem cuidadoso ao expressar suas opiniões, deixando os outros expressarem por ele, contraiu-se quando eu lhe disse isso. “Sim, é melhor e mais seguro ter uma oficial,” ele reconhece.

Enquanto isso, tem o pequeno negócio de um quarto filme de X-Men. Ele recentemente se encontrou com seu co-star James McAvoy para falar sobre a produção, que vai começar em Montreal no fim do ano. Outro papel para ele desaparecer – sempre útil para esse menino bonito que é mais do que aparência.

“Eu sempre tentei me afastar disso. Não porque eu penso, ‘oh, eu sou muito bonito!'” Ele esclarece, rindo. “Mas esses papéis não são interessantes ou não levam a uma carreira interessante ou longa, porque eu vou ficar feio em algum momento!”

“Há duas táticas, não é?” Ele continua. “A abordagem para se tornar rico rapidamente, você brilha muito forte mas então é esquecido. Ou, você pode tentar manter o ritmo e fazer coisas boas sob o radar.”

E a última é rota preferida de Nicholas Hoult? “Eu acho que sim. Eu estou mantendo o ritmo de um jeito bem legal.”

Fonte | Tradução: Equipe Nicholas Hoult Brasil

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